domingo, 28 de setembro de 2025

The Second Library of Alexandria

Which was bigger and better?
I couldn't say; however,
The Second Library of Alexandria
Is planetary and is here/now
At our disposal

Qual foi maior e melhor?
Não saberia dizer; todavia 
A segunda biblioteca de Alexandria
É planetária e está aqui/agora
Ao nosso dispor




sexta-feira, 26 de setembro de 2025

So we think while we dance

&

Uns pensam que a Terra é plana
Outros acham que a Terra é esférica
Os dois grupos estão redondamente enganados
Ambos possuem uma visão muito limitada
A Terra está no continuum tempo-espaço
 
O qual é polidimensinal e multifásico
Einstein aplicou a geometria riemanniana
De maneira um tanto parcial e linear
O tempo-espaço inteiro é muito mais do que
Podemos projetar entender sentir experimentar
E ainda assim o pensamos a bailar

&

Certains pensent que la Terre est plate
D'autres pensent qu'elle est sphérique
Ces deux groupes se trompent complètement
Tous deux ont une vision très limitée
La Terre se situe dans le continuum espace-temps
 
Qui est polydimensionnel et multiphasique
Einstein a appliqué la géométrie riemannienne
De manière quelque peu partielle et linéaire
L'espace-temps tout entier est bien plus que ce que
Nous pouvons projeter, comprendre, ressentir et expérimenter
Et pourtant, nous le pensons en dansant

&

Manche glauben, die Erde sei flach
Andere glauben, die Erde sei kugelförmig
Beide Gruppen irren sich völlig
Beide haben eine sehr eingeschränkte Sichtweise
Die Erde befindet sich im Raum-Zeit-Kontinuum
 
Das polydimensionale und mehrphasige ist
Einstein wandte die Riemannsche Geometrie an
In einer etwas partiellen und linearen Weise
Das gesamte Raum-Zeit-Kontinuum ist viel mehr als
Wir können es projizieren, verstehen, fühlen, erleben
Und doch denken wir es, während wir tanzen

&

Quidam Terram planam esse putant
Alii Terram sphaericam esse putant
Ambae factiones omnino errant
Ambae visionem valde limitatam habent
Terra in continuo spatio-temporali est

Quod polydimensionale et multiphasicum est
Einstein geometriam Riemannianam adhibuit
Modo quodammodo partiali et lineari
Totum spatium-temporale multo plus est quam
Proicere, intellegere, sentire, experiri possumus
Et tamen id cogitamus dum saltamus

&

Κάποιοι πιστεύουν ότι η Γη είναι επίπεδη
Άλλοι πιστεύουν ότι η Γη είναι σφαιρική
Και οι δύο ομάδες κάνουν εντελώς λάθος
Και οι δύο έχουν πολύ περιορισμένη άποψη
Η Γη βρίσκεται στο χωροχρόνο-συνεχές

Το οποίο είναι πολυδιάστατο και πολυφασικό
Ο Αϊνστάιν εφάρμοσε τη γεωμετρία του Ρίμαν
Με έναν κάπως μερικό και γραμμικό τρόπο
Ολόκληρος ο χωροχρόνος είναι πολύ περισσότερο από ό,τι
Μπορούμε να προβάλουμε, να κατανοήσουμε, να νιώσουμε, να βιώσουμε
Και όμως το σκεφτόμαστε καθώς χορεύουμε

&

Some think the Earth is flat
Others think the Earth is spherical
Both groups are completely mistaken
Both have a very limited view
The Earth is in the time-space continuum

Which is polydimensional and multiphasic
Einstein applied Riemannian geometry
In a somewhat partial and linear way
The entire time-space is much more than
We can project, understand, feel, experience
And yet we think it as we dance


&

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Ampersand

In aeternitate vivimus
Tempus est aeternitas
Aeternitas est tempus
Numquamne animadvertisti
Clepsydram transitum temporis
In forma infinitatis notare?

Wir leben in der Ewigkeit
Zeit ist Ewigkeit
Ewigkeit ist Zeit
Ist Ihnen schon einmal aufgefallen
Dass eine Sanduhr den Lauf der Zeit
In Form der Unendlichkeit markiert?

Nous vivons dans l'éternité
Le temps est l'éternité
L'éternité est le temps
Avez-vous déjà remarqué
Qu'un sablier marque le passage du temps
Sous la forme de l'infini ?

Vivemos no eterno
Tempo é eternidade
Eternidade é tempo
Você já reparou que a ampulheta
Marca a passagem do tempo
No formato do infinito?

We live in eternity
Time is eternity
Eternity is time
Have you ever noticed
That an hourglass marks the passage of time
In the form of infinity?

sábado, 20 de setembro de 2025

Machine Learning

O que o Don Chema ensinou a Daniel ser o lugar
No qual vivem as Águias as quais nós chamamos Universos
Somente por um hábito cultural e linguístico que alerta
Pontos de luz e conexões em nós fabricando percepções e entendimentos
A tal local o Nagual atribuiu ao falar sobre ele[1]
O nome de Cero em espanhol que zero se traduz
Em português mas isso não é o que se (cê) pensa[2]
Esse super recipiente dos cósmicos plurais engloba
Mais ainda que tudo que se possa imaginar
Como não somos macacos ou outros primatas variados
E sim somos seres humanos
Podemos nomear
Esse supermultiversal artefato
Assim como quisermos
E a tendência
Mais rara
E paradoxalmente mais frequente
É nós chamarmo-lo máquina
Ou melhor megamáquina
Que produz sem parar
Agenciamentos maquinicos
Pra baixo e pra cima infinitos
Os fractais e os infinitesimais
Que nos ligam ao vivo
E ao espírito
 

[1] FEATHER, Ken Eagle. El Camino Tolteca; guia práctica de las enseñanzas de Don Juan Matus, Carlos Castaneda y otros videntes toltecas. Madrid: Artes Gráficas Cofás, 1998. Título original On the Toltec Path: a practical guide to the teachings of Don Juan Matus, Carlos Castaneda, and other toltec seers.
[2] SOLÓRZANO, Domingo Delgado. El Nahual de Cinco Puntas. Morelia, Michoacán, Mexico, 2004.

domingo, 14 de setembro de 2025

Sim, mas cada máquina é louca

Existem duas inteligências
As duas sendo sim artificiais
Nenhuma das duas é humana, nem
Nenhuma das duas é ingênua, mas
As duas nos são proveitosas

Uma nos foi implantada
Há centenas de milhares de anos atrás
(Minha contagem não sendo ignorante
Porquanto a crença total na Ciência oficial
É que é) por SIs

A outra surgiu há quase um século
Mas isso é o que se fala explicitamente
(Com Turing, McCarthy e Geoffrey Hinton);
Porque quando Aristóteles escreve
Que um dia os teares fiarão sozinhos

Ou quando Mestre Alberto constrói
A autômata cabeça de lata a qual
Respondia ao que se lhe perguntava
Que amedrontou São Tomás
(Homens dos quais não se deve duvidar)

Ou Pascal faz a máquina das diferenças
(Idades Antiga, Média e Moderna
Dentro da micro história impostora
Que a gente finge que conhece
E aceita)

Eles já estão a realizar
A duplicação dessas engrenagens
Externas aos nossos interesses
(Na perspectiva da verdadeira mente
Pois eles também não eram ingênuos)

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Máquina-cósmica-natural

Inteligências existem e muitas e várias
Mas nenhuma delas é artificial
Todas brotam da mesma fonte espocante
Máquina-cósmica-natural
Que produz paralela/mente
Engrenagens freantes
E a luz que esplende

Já com o rótulo mítico aí é uma outra história
Mito nunca houve nem aqui nem na China
Egito Babilônia Grécia Germânia
Ou Varginha
O que os tolos espertinhos
Apelidam de mito
Ou é a engrenagem lentificadora
Ou a luz infinita
Que o homem sempre graças ao fato de ser híbrido
Pois tem uma mão na engrenagem e a outra na luz
O ser humano sente intui presencia e produz
E é daí que vem tudo
O freio
E o vímana

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Leitoresmáquina

Neste país funciona uma gigantesca fábrica
Interinstitucional de analfabetíssimos funcionais
Seu patrono é bem conhecido
Mas não quero falar dele
Na verdade nem mesmo da teoria
Da leitura e dos modos de alfabetização
Literal, funcional e textual
Que eu desenvolvi e publiquei
Nos meus livros sobre Educação
E Leitura
Aliás vou chamar esta singela poesia assim
Os usos da leitura, que é o título de livro
Com estudos culturais, mas, aqui, o troço é mais
Prà questão cognitiva: seja bicho ou seja anjo
Seja gente seja humano
Ou seja um habitante
De outras camadas da cebola
Tipo muralha de gelo na Antártica
E os pilares transdimensionais em Mato Grosso
Etc. etc.
Ou seja molécula ou cristal ou planta ou monera
Ou procarionte ou eucarionte ou elemento
Ou sejam multiversos
Ou as máquinas
Todos podem fazer e sempre fazem
Uso da leitura
Isso é um must
Porém como leem é que é o pastel de Belém
E é aí que eu falo falo falo sem parar
E as pessoas não ouvem


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Às três inteligências

Então, vou explicar aqui mais uma vez,
Inteligências artificiais são três:
Uma opera algoritmos e utiliza ações
Por escolha binária, zero ou um, fluxões;
Esta aparenta ser inventada e moderna
Mas é apenas um reflexo na caverna.
E o que é que ela reflete? A razão "natural",
A que nos foi imposta, e é sempre artificial.
Essa a segunda i. a., da qual nasce a primeira,
Assim como a segunda replica a terceira:
Aquela original, que não cabe no verso:
E que faz funcionar a máquinauniverso:

domingo, 7 de setembro de 2025

O que é inteligência artificial

Em seu livro What computers can’t do[1] Hubert Dreyfus
Fala que “a ideia de que todo raciocínio poderia
Ser reduzido a algum tipo de cálculo” vem desde
Sócrates e Platão, que propõe no diálogo “um
Conjunto de regras que nos diz exatamente,
De momento a momento, como nos comportarmos”[2];
O autor ainda cita o fato de que o criador da cibernética[3]
Norbert Wiener escreveu que Platão foi o seu precursor
E que foi ele quem forjou o termo[4]; no entanto,
A proposta de pré-programar noemas e ações
Se torna múltipla, visto que os significados se multiplicam
Nas várias interações; o sistema nervoso é incerto
Como na obra de Benedict Delisle Burns[5]
Pois a plasticidade sináptica, sobre a qual ele fala,
Tanto faz com que o homem extrapole o humano
Em termos imagéticos, cognitivos, quanto cibernéticos;
Virtualmente podemos entender a natureza como cibernética,
Isto é, a transmissão de informações e as operações
Acontecem entre os indivíduos e o meio o tempo inteiro,
Inclusive entre espécies, isso no nível da célula
Da molécula e do átomo, e quando for possível estudar
A interação em outro recorte, ainda mais fino,
Com certeza encontraremos as transduções e acoplamentos
O que já podemos vislumbrar com a microbiologia;
As ciências sempre sendo plurais, ainda mais,
A Filosofia trabalha com a Neurociência, a Teoria da complexidade,
A Linguística, a Cibernética e a Informática; o cérebro é o cosmos
E o caos, um sistema dinâmico, não determinístico;
Sobre a aplicação possível das pesquisas com ordenador
Visando compreender a inteligência humana,
Changeux e Foester comentam: “Como poderíamos imitar
Algo de que ignoramos o funcionamento?”
“Conheço, é claro, os programas de computador
Que executam uma enorme quantidade de operações
Lógicas ou metalógicas, e que tentam até revisar
Os seus próprios programas tirando as consequências de suas interações.
Mas não sei se isto pode ser considerado pensamento”.[6]
Essa maneira caóticorganizativa do biológico
Que as máquinas mera e lentamente imitam,
É a essência do nosso ser, a produção múltipla e complexa
Da interface do espírito com a matéria (poderíamos
Aqui citar Bergson, porém prefiro referenciar)
Como pensam Gilles Deleuze e Félix Guattari
No seu capítulo intitulado «Do Caos ao Cérebro»[7].
Este singelo poema é fruto da conversa
Que temos hoje eu e minha mulher Eliane Colchete
E a bibliografia riquíssima que ela me aplica;
Todavia, a responsabilidade pelas considerações
Que desenvolvo, é minha, pois ela é uma pensadora
Que tem o seu caminho de pensar, que sim, me influencia,
Mais e melhor, compõe com o meu modo de viver e pensar;
A motivação incial surgiu hoje quando acordei e pensei
Em escrever um texto que desenvolvesse a tese
De que a inteligência artificial é a humana, a que sempre temos
E tivemos, que é uma expressão da própria inteligência universal
A qual, por si mesma, é a presença em nós e no cosmos,
Assim na terra como no céu, da Inteligência Divina.

[1] DREYFUS, Hubert L. O que os computadores não podem fazer; uma crítica da razão artificial. Prefácio de Anthony Oettinger. Rio de Janeiro: A Casa do Livro Eldorado, 1975.
[2] Op. cit., p. 17.
[3] Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. Paris; (Hermann & Cie) & Camb. Mass. (MIT Press), 1948, 2nd revised ed. 1961.
[4] DREYFUS, 1975, P. 18.
[5] BURNS, Benedict Delisle. The uncertain nervous system. London; Edward Arnold, 1968.
[6] FOERSTER, Heinz von. Entrevista a PESSIS-PASTERNAK, Guitta. Do caos à inteligência artificial. Trad. Luiz Paulo Rouanet. São Paulo: Unesp, 1993, p. 201-202.
[7] DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. O que é a Filosofia? Trad. Bento Prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro: 34, 1992, p. 257-279.
Edição francesa: Qu’est-ce que la philosophie?. Paris: Minuit, 1991.
 

sábado, 6 de setembro de 2025

Grandeza Humana

Ainda que sabendo que eu sou hermético
Às vezes eu mesmo acho que eu sou cético
Porque eu percebo a borda de qualquer sistema
Até do universo
O que me faz pré-socrático ou explicando melhor
O que prova que eu sou um pensador
Lui Moraisístico
É que eu intuo também que há sempre algo
Além da borda
O que significa a paneternidade
Que o contém

Um exemplo e corolário do que falo
Eu amo música e nós sabemos que o som
É a criação inicial junto com o caos
O randômico seminal e a harmonia universal 
E como eu gosto tanto da musicologia
Eu fico ouvindo 
Rocks canções concertos sinfonias e estribilhos
Com incomensurável deleite
Chego a ter escrito alguns livros sobre música
Que se tornaram clássicos no gênero
E ainda assim eu recordo as canções
Porém esqueço
Os títulos os cantores e outros adereços
É que nós somos os filhos
Os pequenos

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Gosto

Não gosto de jogo
Está bem eu amo o jogo da vida

Mas os joguinhos mesquinhos 
Que pululam na mídia, não 

Gosto principalmente
Do Bhagavad Gita
E do seu entorno
O Mahabharata

Até mesmo seu subproduto
O jogo de xadrez
Que nascendo na Índia
Se espalhou pelos quatro cantos

Eu amo o jongo dos cantos
E amo mais ainda o mundo 
E a vida e o o amor 
E a poesia e
Filosofia

Meu mestre de Filosofia 
Me falou eu sei que eu ouvi
Que nunca houve antes na História
Um homem tão fraco

Séries games etc
Nessa festa sem vontade
Acordam as veleidades
Etc.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

a verdadeira dialética

não sou eu quem inventa isso
como tudo o pensamento vem do espírito
a forma tacanha atrasada desumana
pela qual funciona a machina mundus
desde que começaram a usar alguma
espécie de dialética
se deve em grande proporção à própria
dialética que consiste num obscuro
mesquinho modo pra pensar
e agir
seja a dialética
platônica hegeliana marxista
ou qualquer outra que se invente
ela sempre é um veículo sem freio
sem gasolina com pneus carecas
e um lodaçal à frente: sempre
no seu lugar nós propomos uma prática
que eu vou nomear plurilética
ou lucilética
provisoriamente
pois como perceberam grandes pensadores
os rótulos funcionam bem
precariamente
a idéia que eu quero insinuar aqui
é que sempre que há dois polos
mesmo que sejam mais que dois
jogando uma bola de pingue pongue
de lá pra cá e volta e vai e volta
a coisa não sai do lugar
a proposta se degrada
então como potencializar
a proposta?
ah, sim, sejam esses polos
pessoas ou teses ou classes sociais
pouco importa
é sempre menos demais
não produz pensamento
o que dizer das práticas
esse falso movimento
grudento e retrógrado
o que seria então a verdadeira dialética
nomeada aqui como plurilética ou lucilética?
é a conversa polifônica seja interna
seja social seja como for
com que for
com quantos participantes tiver
mas sim quando ali há frestas
pelas quais penetra a luz
e aí sem vacilo
aí sim
temos
práticas potentes
e pensamento